Toyota Yaris Cross: conheça o motor híbrido flex do SUV

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A Toyota anunciou um investimento de quase R$ 1,7 bilhão nas suas fábricas de Sorocaba (SP) e Porto Feliz (SP) para produzir um “novo compacto híbrido flex”. A empresa não revelou qual será o modelo, mas um flagra mostrou que se trata do SUV Yaris Cross, já lançado na Ásia.

O Yaris Cross foi desenvolvido localmente com o código de projeto D90B e começará a ser fabricado em outubro de 2024, segundo a Mobiauto divulgou em maio. A mesma informação foi confirmada pelo Autos Segredos semanas depois.

A Mobiauto foi a primeira a revelar detalhes do projeto do Yaris Cross, como seu nome e posicionamento de mercado, em junho de 2021. Agora, vamos contar em primeira mão os detalhes do motor híbrido flex inédito que equipará o SUV no Brasil, e que não será o 1.8 dos médios Corolla e Corolla Cross.

Conteúdo deste artigo

O que você vai encontrar neste artigo:

  • O motor 1.5 evoluído de Etios e Yaris
  • A potência combinada do sistema híbrido
  • O câmbio transeixo e a PCU
  • As baterias de íons de lítio
  • O consumo estimado do Yaris Cross

O motor 1.5 evoluído de Etios e Yaris

O Toyota Yaris Cross brasileiro usará a mesma família de motores 1.5 do modelo asiático. É uma evolução do propulsor de mesma capacidade que a fabricante japonesa já produz no Brasil, e que equipa os irmãos Yaris e Yaris Sedan – que, por sinal, não têm relação com o Yaris Cross, derivado do novo Yaris Ativ tailandês.

Esse motor faz parte da família NR, desenvolvida pela Daihatsu, subsidiária de baixo custo da Toyota e que costuma desenvolver os produtos da marca voltados a mercados emergentes, como o Brasil. É dela que vem o D do código de projeto do Yaris Cross brasileiro.

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O 1.5 que equipa atualmente o Yaris, e que já pertenceu ao Etios, tem o código 2NR-FE. No Brasil, virou 2NR-FBE, por ser flexível e aceitar também etanol. Tem 105 cv de potência e 14,3 kgfm de torque com gasolina, e 110 cv e 14,9 kgfm com etanol. Da mesma família também era o 1.3 de 99 cv usado pelas versões de entrada de Etios e Yaris.

Já o Yaris Cross brasileiro terá a especificação 2NR-VE, provavelmente rebatizada como 2NR-VBE (variante flex). É o mesmo motor antigo, com melhorias pontuais de eficiência e possibilidade de ter o sistema start-stop, além de poder funcionar em ciclo Atkinson na versão híbrida (2NR-VEX ou 2NR-VBEX, quando flex).

Esse motor foi lançado em 2015 e vem sendo adaptado pela Daihatsu para todos os produtos compactos da plataforma DNGA, uma simplificação da base TNGA dos irmãos Corolla e Corolla Cross. É um motor aspirado, com quatro cilindros, 16 válvulas, bloco e cabeçote de alumínio, e transmissão por corrente.

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As válvulas de admissão e escape contam sempre com o sistema Dual VVT-i de variação dos tempos de abertura e fechamento. A taxa de compressão é de 10,5:1 quando adaptada a ciclos mais eficientes de consumo. Devido ao ciclo Atkinson, a potência é de apenas 91 cv e o torque, de 12,3 kgfm.

A potência combinada do sistema híbrido

A ele se juntará um motor elétrico de 80 cv – curiosamente, 5 cv mais potente do que o motor elétrico dos irmãos Corolla – e 14,4 kgfm. A potência combinada com gasolina é de 111 cv e o torque combinado, como de costume na Toyota, não é informado. Com etanol, a expectativa é que o número suba para 113 cv.

O câmbio transeixo e a PCU

O câmbio é o mesmo de Corolla e Corolla Cross híbridos, do tipo transeixo, assim como a PCU (unidade de controle de potência), ambos explicados detalhadamente neste outro artigo. As baterias têm capacidade menor, de apenas 0,7 kWh, praticamente a metade do 1,3 kWh oferecido pelo conjunto dos primos maiores, porém, são de íons de lítio.

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As baterias de íons de lítio

As baterias de íons de lítio são mais leves e compactas do que as de hidreto metálico de níquel (Ni-MH) usadas nos Corolla. Elas também têm maior capacidade de armazenamento e recarga de energia. Por isso, o Yaris Cross terá um desempenho melhor do que os Corolla híbridos.

O consumo estimado do Yaris Cross

O consumo estimado do Yaris Cross híbrido flex ainda não foi divulgado pela Toyota, mas espera-se que seja superior ao dos Corolla híbridos, que fazem até 16,3 km/l na cidade e 14,5 km/l na estrada com gasolina. Com etanol, os números caem para 10,9 km/l e 9,9 km/l, respectivamente.

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